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Belo Horizonte, MG, Brazil
Sou uma pessoa simples, que fez da música a razão de viver.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Capítulo 2 do livro : Cantar Porque

 

Pedí a mamãe que me desse o acordeon que ela comprara para meu irmão e ele não quis, para que eu pudesse aprender a tocar e, ela muito contrariada com a atitude do Jorge, me deu o acordeon de presente.

De volta das férias, trazendo meu acordeon, comecei logo a estudar com a professora D. Lolinha.

 

Em pouco tempo eu fazia grande progresso no instrumento e me apaixonei por ele.   O pai de D. Lolinha, minha professora, era um velho saxofonista na cidade e toda vez que me via por lá, estudando o acordeon, corria a buscar seu saxofone para tocarmos algumas valsas juntos.  Eu ainda inexperiente, mas muito interessada, catava as notas para acompanha-lo, mas nos tornamos grandes amigos.

 

No Ginásio, tínhamos aulas de Canto Orfeônico, era como se chamava a matéria música. 

O professor Bastos, marido de D. Lolinha, era quem nos ensinava as primeiras noções de teoria da música.  Era também nosso professor de latim, francês e português.   Gostava muito de compor as canções da escola e sempre chegava com uma melodia nova, que eu tratava logo de aprender a tocar, para fazer bonito na escola.

As amigas inseparáveis da infância

                                                                  A meninada da vizinhança
                                                    Tocando acordeon enquanto a turma tricotava
                                                            Eu e minha irmã, Biseca e meu acordeon

                                                                  Estudando o acordeon

O tempo foi passando, eu sempre com meu acordeon, cantando e me acompanhando, tocando para os amigos e cada vez mais aprimorando meus conhecimentos de música.

Aos 15 anos, tive a permissão de trazer um namorado em casa.   Já estávamos mocinhas, mas, sair de casa, só para ir à missa aos domingos, ir para a escola e, uma vez por ano íamos ao baile no clube, acompanhadas de tias e madrinhas.

O namoro tinha que ser em casa sob os olhares atentos.  Biseca, namorando de um lado e eu do outro.

 

Durou pouco tempo o meu namoro, pois o acordeon ficara entre nós.   Como ele não gostava da minha arte, não foi difícil para mim decidir ficar com o acordeon.

Mas vovó não gostou da ideia, moço bom, de família e eu fazendo tamanha desfeita.  Um sermão que colocava a certeza de que outro não entraria ali, senão eu poderia ficar falada.

Pedi aos meus pais que me levassem com eles por um tempo, afim de acalmar as coisas.  

 

Papai era igual a ciganos, sempre itinerante, morou em várias cidades, mudando a cada proposta de melhorar a vida.

Em Governador Valadares, fui morar com meus pais, onde ficamos durante algum tempo.   Um conjunto de casas geminadas, na Ilha do Governador, lugar bonito, o Rio Doce passando por perto, formava uma prainha onde ficávamos a maior parte do tempo dentro d’água, para espantar o calor quase insuportável.

Lá, encontrei outro professor de acordeon e não perdi tempo.  Continuei aprimorando meus conhecimentos  sobre a música e dominando cada vez mais o meu instrumento.  Mas, meus pais desistem de morar naquela cidade e, mais uma vez retornam a Itabirito.

De volta a Itabirito, ficamos uns dias na casa da vovó, até decidir para onde eles iam mudar.

Nesse meio tempo, papai resolveu visitar uns parentes que ele tinha em Pedro Leopoldo e Matozinhos, eu pedi para ir junto e ele me levou.  Lá, conheci tios, primos e primas.   

 

  

As primas me receberam muito bem, foram amistosas, e quando eu contei sobre o acordeon e o quanto eu estudara de música, uma delas disse que tinha um colégio lá, onde a diretora não conseguia um professor de música, e se propôs a me levar até lá.

Elas mesmas pediram ao meu pai que me deixasse lá por uns dias e assim foi.

No dia seguinte, fomos ao tal colégio conversar com a diretora, que se admirou da minha vontade de ensinar música, pela minha pouca idade.

Naquela época, eu ainda não tinha completado o ginásio, pois com todas as mudanças, ficou difícil poder estudar, mas música, era algo que eu entendia bem.  A diretora me solicitou uma carta de apresentação que comprovasse a minha aptidão para aquele cargo.  

Hoje penso como as coisas eram diferentes naquele tempo, como eu poderia lecionar sem concluir curso, pós graduação e tudo o mais que se exige atualmente.

Muito satisfeita, voltei a Itabirito e fui procurar meus velhos professores, Zé Bastos e D. Lolinha que, não só me deram a tal carta, como me presentearam com alguns cadernos de planos de aula do professor.



 

Voltando aquela cidadezinha, comecei a trabalhar no colégio, onde seguia estudando também. 

Naquela época era tudo muito diferente de hoje em dia, eu com apenas quinze anos, já podia assumir aquela responsabilidade, por não ter quem pudesse ocupar o cargo.

À noite, arranjei alguns alunos de acordeon, particular e ia de casa em casa ensinar.    Quase não tinha tempo nem de comer, mas estava satisfeita com meu próprio progresso.  Os outros primos que moravam na cidade vizinha, Pedro Leopoldo, eram mais amáveis ainda e tanto fizeram que fui morar com uma das primas, casada e as outras moravam por perto.   Dificultou um pouco pra mim por ter que pegar o ônibus para ir trabalhar  e voltava só quase à noitinha.  Carinhosamente a prima Neusa fazia um prato de comida e deixava no canto do fogão para quando eu chegasse poder jantar.   Mesmo assim , arranjei mais alunos de acordeon, me esforçava muito, mas estava feliz.


Restaurante Relicário / Anos 80

 

Boas lembranças, cercados de amigos que nos visitavam todas as noites no Relicário.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Cantar Porque - Meu novo livro

Eu tenho duas datas de nascimento, nasci em seis de abril de 1945, a primeira vez e a segunda em 1980. Em 1945 vivi uma infância saudável na casa da vovó, rodeada de tias e primos, amigos da vizinhança e tudo o que, naquela época existia de normalidade na vida. Desde muito pequenininha, eu já gostava de cantar. Lembro-me perfeitamente que, em minha terra tinha um programa de auditório, na rádio local e lá me inscreveram para cantar. Eu contava apenas três anos de idade, mas sabia direitinho tudo o que me ensinavam e foi o Jairo, filho da Tia Nininha, visinha da casa da vovó, quem ficou incumbido de me ensaiar. Sentados no jardim da casa, êle ia me ensinando os trechos da música. A música era um grande sucesso carnavalesco da época: “Você pensa que cachaça é água, cachaça não é água não...” Chegou o grande dia, me levaram toda de vestidinho novo, cabelo com aquele enorme laço de fita, pelas mãos da madrinha e do Jairo. No auditório a expectativa era grande e em casa, todos em volta do rádio, atentos ao programa. Quando o locutor falou meu nome, Sonia Maria, entrei no palco toda cheia de graça. O microfone em seu pedestal, ficava bem alto para o tiquinho de gente que eu era e foi preciso trazer um banquinho, no qual me colocaram em cima para que eu alcançasse o microfone. Cantei direitinho, para alegria das tias e da vovó, que ficara em casa com o ouvido colado no rádio, acompanhando tudo. Não faltaram lágrimas, enxugadas nos aventais. A vizinhança toda comentando depois do programa e o assunto seguia pelo bairro todo. De volta a casa, foi aquela festa e o sucesso permaneceu contado por longo tempo. Daí até coroar Nossa Senhora, vestida de anjo, nas festas da igreja, minha pequena fama de cantora já se espalhava, era assunto das comadres, das madrinhas e o orgulho da vovó. 

 




 

Vestí de anjo, coroando Nossa Senhora, até meus 10 anos de idade, por ser pequenininha. O mês de maio era esperado por todas as crianças que queriam vestir de anjo e coroar Nossa Senhora. As tias esmeravam na confecção das roupas e das asas dos anjos, além das amêndoas deliciosas, cuidadosamente preparadas para aquela época do ano, onde as festas da igreja eram muito bem comemoradas. Outros programas de auditório, sempre fazendo bonito, como diziam as tias. O tempo foi passando, terminado o período de Grupo Escolar, passei no curso de admissão ao ginásio, como era na época, a quinta série. Nessa ocasião, morando em casa da vovó, íamos passar as férias em casa de meus pais. Éramos três irmãos, eu o Jorge (do meio) e minha irmã mais velha, Maria José, a quem chamávamos de Biseca. Eu e Biseca morávamos com a vovó e o Jorge ficava com meus pais. Nossa vida foi sempre marcada por mudanças, pois meu pai era muito aventureiro e carregava a família para onde achasse que daria certo ficar, e na maioria do tempo, ficávamos com a vovó para podermos estudar. Numa das férias em que fomos passear em casa de meus pais, vi um acordeon que mamãe havia comprado, pensando em ter o Jorge encaminhado na música. Mamãe, como toda boa italiana, amava a música, vivia cantarolando algumas canções de sua terra natal, que a gente aprendia com ela. Em incontáveis momentos de grande emoção, os olhos transbordando de lágrimas enquanto suspiros profundos lhe deixavam pensativa e com saudades dos entes queridos que deixara na Itália. Contratara um professor que fivava horas tocando com Jorge, que nada aprendia, por não gostar daquilo. Pedí a mamãe que me desse o instrumento para que eu pudesse aprender a tocar e, ela muito contrariada com a atitude do Jorge, me deu o acordeón de presente. De volta das férias, trazendo meu acordeon, comecei logo a estudar com a professora D. Lolinha.  Em pouco tempo eu fazia grande progresso no instrumento e me apaixonei por ele. O pai de D. Lolinha era um velho saxofonista na cidade e toda vez que me via por lá, estudando o acordeon, corria a buscar seu saxofone para tocarmos algumas valsas juntos. Eu ainda inesperiente, mas muito interessada, catava as notas para acompanha-lo, mas nos tornamos grandes amigos. No Ginásio, tínhamos aulas de Canto Orfeônico, era como se chamava a matéria música. O professor Bastos, marido de D. Lolinha, era quem nos ensinava as primeiras noções de teoria da música. Era também nosso professor de latim, francês e português. Gostava muito de compor as canções da escola e sempre chegava com uma melodia nova, que eu tratava logo de aprender a tocar, para fazer bonito na escola.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Dando um Tempo

Um ano de distância de tudo, cuidando apenas do Estúdio, gravando e atualizando a profissão. Não é fácil ficar longe do público, dos amigos, dos aplausos e de todo o carinho que o público sempre nos dispensou. Alguns projetos sendo colocados em dia, a música francesa que não acabava de gravar, agora sendo atualizado. Chega a campanha política e a procura pelos jingles ocupa nosso tempo, enquanto os projetos seguem devagar. Alguns trabalhos no estúdio continuam e assim vamos seguindo até voltar tudo ao normal.

sábado, 11 de maio de 2019

Projetos Culturais

Em 2018, tive o prazer de aprovar, através  da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Contagem-MG, o meu projeto "Música Italiana em Blue e Bossa".
Lançando um CD no estilo e tendo a participação especial de Ubiraney Figueirêdo Silva, atual Secretário de Cultura da minha querida terra, Itabirito e dono de uma bela voz que muito acrescentou ao meu show no Teatro Casa Azul de Contagem.
Acompanhada na ocasião, pela Arte Final Banda Show, um espetáculo à parte, pude receber ilustres presenças.

Nadilson, meu parceiro de trabalho e de vida, responsável por toda a produção do meu trabalho.


Com Ubiraney após o show 



Ubiraney
Com Nadilson e o Colunista Márcio Bonfim

Momento do show


 




Com Donato Riccio- cantor italiano


Donato com meu CD

A Banda

Com o amigo José Carlos

Tatá, tocando e cantando



Com os amigos Lúcio e Samuel

sexta-feira, 22 de março de 2019

Pessoas com quem troco Felicidade

Nadilson, meu parceiro de vida

Meus músicos, Donato Riccio e a netinha Lara
Minha amiga Bomina, grande participação na carreira

As maiores cantoras , parceiras de uma vida inteira/ Claudia e Lucinha

Filhos do coração que se formam e permanecem ao nosso lado.

Minhas queridas Lara e Andréa

Sirley, quando chego em Acurui, lá está ela para curtir a Banda

Lucília, um anjo sempre ao meu lado

Querida prima Lucília

Jean, doce menino
Raul, alegria contagiante


As duas vovós Gatinhas Lindas

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Notícias Sobre a Festa da Itália



Site Itabirito Cultural

Soninha Gargíulo canta na Festa Italiana de Belo Horizonte

A cantora Soninha Gargíulo faz o show de abertura da 6ª Festa da Itália de Belo Horizonte, que é realizada no dia 30 de maio, domingo, às 12h. O evento acontece ao ar livre, na avenida Getúlio Vargas, entre as ruas Professor Moraes e Paraíba, no bairro Funcionários. A cantora interpreta famosas canções italianas. A festa, apresentada por Roberta Zampetti (do programa Brasil das Gerais), conta com diversas atrações, entre shows, apresentações de grupos folclóricos e festival gastronômico. A entrada custa um quilo de alimento não-perecível.
 
 

4ª Festa Tradicional Italiana de BH 


A Festa Tradicional Italiana é uma realização da ACIBRA-MG – Associação de Cultura Ítalo-Brasileira do Estado de Minas Gerais, e conta com o apoio de diversas instituições italianas.

O evento de 2010 será o pontapé inicial para duas importantes comemorações em 2011: o ano da Itália no Brasil e os 150 anos da unificação da Itália.
PROGRAMAÇÃO:
12h - Show Italia Mia - Sônia Gargiulo;
13h - Dança Folclórica - Grupo Tarantolato - Juiz de Fora;
13h30 - Show Brasilitália - una storia d´amore - Vânia Cardoso;
14h30 - Dança Folclórica da Região do Vêneto - Grupo Folclórico La Sereníssima;
15h - Abertura Oficial - Hinos Nacionais do Brasil e Itália - Banda de Música da Aeronáutica;
16h - Show do cantor italiano Sergio di Napoli;
17h - Dança Folclórica - Grupo Tarantolato - Juiz de Fora - 2ª apresentação;
18h - Espetáculo Il Grande Circo - Paola Giannini;
20h - Dança Folclórica da Região do Vêneto - Grupo Folclórico La Sereníssima - 2ª apresentação;
Show Elvis Presley canta a Itália - Guilly Castro - cover do Elvis Presley apresenta versões de músicas italianas que se transformaram em grandes sucessos na voz do rei do rock;